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Mostrando postagens de novembro, 2016

A VOLTA DA RITALINA

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Quem acompanha o blog sabe que esse ano não tomei Ritalina. Ou melhor, não tinha tomado. O ritmo de vida que vinha levando me permitia abrir mão da Ritinha. Esse ritmo mudou e eu senti necessidade de voltar a tomar. Não ouve nenhum descontrole ou algo parecido, apenas voltei a chafurdar na areia movediça da desatenção e perda de foco. Assumi a manutenção de uma loja de celulares e a sucessão de aparelhos chegando, a urgência pela entrega dos serviços e a grande variedade de defeitos me enrolaram e, de repente, me vi com vários aparelhos abertos na bancada e sem saber qual deles atacar primeiro. Temos que ser realistas e humildes: meu limite sem Ritalina chegou. Sou péssimo sob pressão de qualquer espécie, mas a do tempo é a pior.  Não cumprir prazos acaba comigo; em vez de me acelerar, paraliso. Ou quase... Então lembrei-me dela, e o efeito é imediato; uma lucidez, um aumento no foco e uma mudança de atitude que me fizeram desenrolar rapidamente o que parecia um c...

A VOLTA DA RITALINA

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Quem acompanha o blog sabe que esse ano não tomei Ritalina. Ou melhor, não tinha tomado. O ritmo de vida que vinha levando me permitia abrir mão da Ritinha. Esse ritmo mudou e eu senti necessidade de voltar a tomar. Não ouve nenhum descontrole ou algo parecido, apenas voltei a chafurdar na areia movediça da desatenção e perda de foco. Assumi a manutenção de uma loja de celulares e a sucessão de aparelhos chegando, a urgência pela entrega dos serviços e a grande variedade de defeitos me enrolaram e, de repente, me vi com vários aparelhos abertos na bancada e sem saber qual deles atacar primeiro. Temos que ser realistas e humildes: meu limite sem Ritalina chegou. Sou péssimo sob pressão de qualquer espécie, mas a do tempo é a pior.  Não cumprir prazos acaba comigo; em vez de me acelerar, paraliso. Ou quase... Então lembrei-me dela, e o efeito é imediato; uma lucidez, um aumento no foco e uma mudança de atitude que me fizeram desenrolar rapidamente o que parecia um c...

TDAH E AUTOSSABOTAGEM : Por que destruímos a quem amamos?

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( Nota de atualização 2025: Este relato, baseado no e-mail de uma leitora, descreve como a mente TDAH pode fabricar crises em momentos de paz. Uma análise profunda sobre como a baixa autoestima e pensamentos desconexos criam "imagens frankensteinianas" dos parceiros, levando a ciclos de agressão, culpa e subjugação.) Uma leitora do interior de São Paulo me enviou um e-mail relatando um comportamento de seu parceiro, querendo saber se era em virtude do transtorno.   Nada mais TDAH...   Alterei algumas coisas para que o companheiro não reconheça seu próprio comportamento. Se é que vai ler esse post.   Percebam que o que parece agressão gratuita, aos poucos, se transforma em auto sabotagem.   O Cenário da Crise Inventada  Foi um fim de semana tranquilo. Não houve briga, nenhuma discussão, nenhuma rusga sequer. Tudo perfeito.    Ao deitarem-se na noite de domingo, quando todos precisarão trabalhar na manhã seguinte,...

TDAH E AUTOSSABOTAGEM : Por que destruímos a quem amamos?

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( Nota de atualização 2025: Este relato, baseado no e-mail de uma leitora, descreve como a mente TDAH pode fabricar crises em momentos de paz. Uma análise profunda sobre como a baixa autoestima e pensamentos desconexos criam "imagens frankensteinianas" dos parceiros, levando a ciclos de agressão, culpa e subjugação.) Uma leitora do interior de São Paulo me enviou um e-mail relatando um comportamento de seu parceiro, querendo saber se era em virtude do transtorno.   Nada mais TDAH...   Alterei algumas coisas para que o companheiro não reconheça seu próprio comportamento. Se é que vai ler esse post.   Percebam que o que parece agressão gratuita, aos poucos, se transforma em auto sabotagem.   O Cenário da Crise Inventada  Foi um fim de semana tranquilo. Não houve briga, nenhuma discussão, nenhuma rusga sequer. Tudo perfeito.    Ao deitarem-se na noite de domingo, quando todos precisarão trabalhar na manhã seguinte,...