A VOLTA DA RITALINA
Quem acompanha o blog sabe que esse ano não tomei Ritalina. Ou melhor, não tinha tomado. O ritmo de vida que vinha levando me permitia abrir mão da Ritinha. Esse ritmo mudou e eu senti necessidade de voltar a tomar. Não ouve nenhum descontrole ou algo parecido, apenas voltei a chafurdar na areia movediça da desatenção e perda de foco. Assumi a manutenção de uma loja de celulares e a sucessão de aparelhos chegando, a urgência pela entrega dos serviços e a grande variedade de defeitos me enrolaram e, de repente, me vi com vários aparelhos abertos na bancada e sem saber qual deles atacar primeiro. Temos que ser realistas e humildes: meu limite sem Ritalina chegou. Sou péssimo sob pressão de qualquer espécie, mas a do tempo é a pior. Não cumprir prazos acaba comigo; em vez de me acelerar, paraliso. Ou quase... Então lembrei-me dela, e o efeito é imediato; uma lucidez, um aumento no foco e uma mudança de atitude que me fizeram desenrolar rapidamente o que parecia um c...