No princípio parecia um verme, um girino, sei lá, algo bem insignificante. Tão insignificante que era quase bonitinho. Bonitinho talvez seja um pouco demais, mas simpático, interessante em sua pequenez e insignificância. Apesar de minúsculo e insignificante, não tinha aparência frágil, em sua pequenez trazia o prenúncio de um ser adulto robusto e forte. Eu poderia tê-lo matado, mas não o fiz. Sei lá, a sujeira no tapete, talvez exalasse um mau cheiro, não sei direito. O certo é que o varri para sob o tapete. Imaginei que o peso do tapete, a falta de ar o matariam mais dia menos dia. E ali o deixei à morte. Os dias se passaram, as semanas transcorreram, entraram meses e eu o observava de longe. Aquele estranho calombo sob o tapete parecia crescer, às vezes parecia até mesmo movimentar-se. Empurrei um pequeno móvel sobre o calombo no tapete. Um pequeno estertor e ficou imóvel. Sorri internamente, estava morto aquele bicho estranho. A presença do móvel apenas cam...
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