No princípio parecia um verme, um girino, sei lá, algo bem insignificante. Tão insignificante que era quase bonitinho. Bonitinho talvez seja um pouco demais, mas simpático, interessante em sua pequenez e insignificância. Apesar de minúsculo e insignificante, não tinha aparência frágil, em sua pequenez trazia o prenúncio de um ser adulto robusto e forte. Eu poderia tê-lo matado, mas não o fiz. Sei lá, a sujeira no tapete, talvez exalasse um mau cheiro, não sei direito. O certo é que o varri para sob o tapete. Imaginei que o peso do tapete, a falta de ar o matariam mais dia menos dia. E ali o deixei à morte. Os dias se passaram, as semanas transcorreram, entraram meses e eu o observava de longe. Aquele estranho calombo sob o tapete parecia crescer, às vezes parecia até mesmo movimentar-se. Empurrei um pequeno móvel sobre o calombo no tapete. Um pequeno estertor e ficou imóvel. Sorri internamente, estava morto aquele bicho estranho. A presença do móvel apenas cam...
Não é bolinho não! Além da Ritalina, HAJA força, viu!(Neste caso, ainda bem que somos teimosos, porque o cansaço emocional pesa!)
ResponderExcluirAssim somos nós!
ExcluirOu eu, pelo menos.
Mas ainda que doa, não sei se vale a pena viver de maneira árida e indiferente.
As dores são enormes, mas os prazeres indescritíveis.
Abraços
Alexandre
Bom dia !
ResponderExcluirQue barra hein!
Olha é difícil da palpite, ainda mais de longe.
Em primeiro lugar, é importante que você queira mudar. Analise-se e tente enxergar onde está errando, onde o TDAH age em você. Depois tente mudar aquilo que acende o estopim; é ciúme, é pressão sobre sua vida pessoal, é falar sobre o passado, sei lá, em qualquer relacionamento na vida existem coisas que nos ferem que nos incomodam. Tente descobrir o que é e converse com ele. Abra o jogo com ele como abriu comigo. A verdade revela as pessoas, você vai saber inclusive se vale a pena investir nesse relacionamento.
Não é fácil conviver conosco, mas valemos a pena.
Não desanime, use esse tratamento como uma tábua de salvação.
Leia sobre o TDAH, como ele age, como ele se manifesta, e você poderá agir com mais racionalidade quando surgirem os fatos concretos.
Ontem fiz uma típica: gastei mais do que devia num jantar com a namorada. Mas o fiz de forma consciente, sabendo que estava cedendo ao TDAH e aos prazeres imediatos. Não estou me cobrando hoje, eu pensei em alternativas para repor esse dinheiro.
Entendeu?
De qualquer forma, amores veem e vão. Não existe amor único e ninguém morrer de amor, nem por falta dele. Não é saudável deixar que uma única pessoa, seja ela quem for, seja a responsável pela felicidade da sua vida.
Abraços
Alexandre
Obrigado e conte comigo, se eu puder fazer alguma coisa.
ResponderExcluirAbraços
Alexandre
Hoje, consciente do que tenho e corretamente medicado consigo ter a clareza necessária para fazer a contabilidade das perdas que o TDAH provocou na minha vida, e com elas, aprender a melhorar o daqui para frente. De todas as perdas, a que mais dói e infelizmente é irreversível, é a de um relacionamento maravilhoso de 4 anos que vive com o melhor ser humano que pode existir nesse mundo, mas entre diagnósticos errados, medicações horríveis, comportamentos explosivos e impulsivos, consegui de maneira "brilhante" dinamitar minha relação. É o meu maior arrependimento, a minha maior perda, e que que mais me faz questionar como tudo poderia ter sido diferente se eu estivesse sendo devidamente diagnosticado e tratado na época..Enfim, é a vida que segue..Diego.
ResponderExcluirBem Diego, desculpe-me se serei o pior tipo de sincero que existe: provavelmente essa pessoa não deve ser tão perfeita e maravilhosa quanto você diz; a sua culpa por ter estragado um relacionamento tão bom deve ter dourado essa pessoa e sua péssima memória apagou seus defeitos.
ExcluirFique tranquilo, amigo, nosso infinito poder de sedução o levará a novos relacionamentos; procure não detoná-los, a culpa que nos corrói depois é cruel.
Abraços
Alexandre